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Welcome to Canada…para sempre! A batalha vitoriosa de um brasileiro pela conquista da residência permanente

A história com final feliz de um imigrante brasileiro na longa jornada

pela conquista da residência permanente

 

O gaúcho Flavio Sachett Nienow embarcou em uma longa viagem há seis anos para realizar um sonho: morar e exercer a profissão de jornalista no Canadá. Ao desfazer as malas no país que ele escolheu para começar uma nova vida, ele ingressou no curso de Jornalismo – um plano que sempre esteve no roteiro de viagem dele. Além da paixão pela notícia, a conclusão dos estudos e a experiência profissional seriam passos importantes para o início de uma outra jornada na vida de Nienow: a conquista da residência permanente no Canadá.

O processo de imigração de Nienow foi pelo Programa Provincial Nominee ancorado na província da Colúmbia Britânica. A papelada levou três anos para ser aprovada com a resposta positiva dada pelo Ministério da Imigração, Refúgio e Cidadania do Canadá em janeiro deste ano.

Segundo Nienow, a longa batalha para a conquista da documentação canadense começou em 2012 na sala de aula quando ele ingressou no curso de Jornalismo em Newfoundland. “Se incluir o meu tempo de curso e o tempo que eu levei para achar um emprego na minha área, tudo levou cinco anos e meio”, disse.

Persistência. Never Give Up!

Durante a fase crucial e de incertezas do processo de aplicação para a residência permanete, o brasileiro de Caxias do Sul afirmou que chegou a pensar em desistir. De acordo com ele, essa vontade surgiu durante o período em que teve que morar em uma cidade pequena no Norte do Canadá, no caso Burns Lake, na Colúmbia Britânica. “Graças à minha familia e aos meus amigos – no Brasil e no Canadá, eu não desisti, mas cheguei próximo disso”.

Foi em Burns Lake – uma cidade de quase três mil habitantes, onde ele trabalhou para o jornal Burns Lake Lakes District News. Acostumado a morar em grandes cidades cercado de amigos, o jornalista encarou o emprego, pois sabia que a experiência profissional no Canadá seria uma fator importante para que o processo de imigração fosse bem sucedido.

Sendo imigrante brasileiro e tendo o idioma inglês como segunda língua, Nienow afirmou que não enfrentou nenhuma barreira no exercício da profissão de jornalista no Canadá até agora. “Quando eu comecei a me ver como jornalista canadense, eu dei permissão para que as outras pessoas também me vissem assim e me levassem a sério como repórter.”

                                    O meu lugar é aqui

O Canadá multicultural e dos excelentes índices de qualidade de vida é agora um porto seguro definitivo na vida de Nienow. “Apesar das dificuldades pelas quais eu passei aqui, eu não me vejo mais morando em nenhum outro lugar do mundo.”

O jornalista Nienow compartilhou com a família e os amigos a conquista da residência permanente por meio de uma carta aberta que ele publicou no Facebook. Cada frase é cheia de emoção e revela a coragem e a garra de um imigrante vitorioso – cuja história é semelhante a de muitas outras que o Brasil News tem publicado em suas páginas ao longo dos anos.

Leia, emocione-se e se inspire com a história de luta e de sucesso de Flavio Sachett Nienow:

Carta e coração abertos

“Hoje eu (finalmente!!!) tornei um residente permanente do Canadá. Foi um turbulento, mas também um período de transição de muito significado na minha vida. Eu cheguei ao Canadá em 2012 com o sonho de me tornar um jornalista canadense, sem dinheiro e sem uma ideia clara de como eu faria isso acontecer, ou mesmo se isso fosse possível. Para tanto, eu convenci meus pais no Brasil a investir uma boa parte de suas economias para que eu tivesse a chance de perseguir meus sonhos.

Depois de uma calorosa e emocionante recepção dos Newfoundlanders, fui pego pela dura realidade da minha falta de experiência de trabalho canadense quando me mudei para Toronto e lutava para encontrar emprego. Mas tive a sorte de conhecer pessoas que me ajudaram a continuar trilhando o meu caminho naquele momento.

Com muita persistência, e um pouco de sorte, consegui encontrar meu primeiro trabalho de jornalismo em tempo integral no Norte da província de Saskatchewan. Mas, como jornalista jovem e idealista, não tinha habilidades e experiência para lidar com os desafios que enfrentei.

Curiosamente, uma história que escrevi sobre os povos indígenas e o racismo que os mesmos enfrentam – história essa que algumas pessoas não queriam vê-la publicada, ganhou prêmio provincial no ano seguinte.

Quando Saskatchewan não deu mais certo para mim, encontrei-me novamente em Toronto. Desta vez com apenas mais três meses de licença de trabalho no Canadá e questionando se esse seria o fim da minha jornada no país. Mas eu escutei uma voz dentro de mim, dizendo-me que a paixão ainda estava viva e que eu ainda queria ficar no Canadá.

Depois de algumas semanas em Toronto, recebi outra oportunidade de trabalho no jornalismo. Agora em uma cidade do Norte da província da Colúmbia Britânica, onde trabalhei nos últimos três anos e meio como editor.


O fato de eu não ter permissão para mudar de emprego por mais de três anos definitivamente não ajudou. Mas graças ao apoio dos meus amigos, tanto do Canadá quanto do Brasil, e de minha família, eu não desisti!
Eu me apaixonei pela província da Colúmbia Britânica, pela paisagem majestosa e como o povo de lá se relaciona com a natureza, com o povo aborígene, como eles lidam com a saúde e com as práticas espirituais. Mas sendo gay, solteiro e acostumado a viver em grandes cidades, morar em um lugar com menos de três mil habitantes – sem muitos jovens por perto, provou ser muito mais difícil do que eu esperava.

Durante esse período, também tive que voltar ao Brasil e ficar lá por um ano enquanto esperava uma nova autorização para trabalhar no Canadá. Isso acabou sendo uma benção porque eu consegui desfrutar muito tempo ao lado de minha família. E, milagrosamente, meu chefe me permitiu escrever histórias do outro lado do mundo, e ocupou generosamente minha posição até que eu retornasse à Colúmbia Britânica.

No final, aqui está o que eu aprendi:

Os sonhos exigem tudo de quem você é. Cada parte de você precisa ser entregue, oferecida para cura e fortalecimento.

E acredito que há uma razão para isso. É porque você precisará dessa nova força para resistir aos desafios associados à sua visão; você precisará ser fundamentado o suficiente para que você não seja arrancado quando esses desafios chegarem; e você precisará ser humilde o suficiente para ouvir a voz que o orienta.”

 

 

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