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A literatura de cordel conquista público adulto e infantil em Toronto

A literatura de cordel conquistou corações e mentes de crianças e adultos  durante evento realizado em Toronto

Eles conheceram uma maneira de contar poesia que é parte da cultura popular

do Nordeste brasileiro

Ruan Carlos França é advogado do Paraná, mas que participou, em Toronto, de evento que está à quilômetros de distância dos parâmetros da lei. Ele voluntariou no Poesias & Canções, evento cultural promovido pelo grupo Ciranda Brasileira – grupo filantrópico criado há quatro anos em Toronto para promover a cultura brasileira, ministrando Oficina de Cordel.

Ruan França trouxe a literatura dos cordéis – que faz parte da cultura popular do Nordeste brasileiro com a missão de trabalhar o imaginário das crianças por meio de desenhos e poesia.

Para muitas crianças, o evento foi uma oportunidade para um primeiro contato com a arte de escrever versos em folhetos que costumavam ser pendurados em cordãos – tipo varal usado para enxugar roupa. Daí o nome: Literatura de Cordel.

Teatro e poesia

Ruan França é natural da cidade paranaense de Assis Chateaubriand, onde ensina teatro. Foi lá onde ele criou no curso de artes cênicas um módulo dedicado ao ensino da literatura de cordel.

“Quando surgiu o tema Poesias & Canções, do Ciranda Brasileira, nasceu a ideia de trazer a literatura de cordel que é uma das poesias mais ricas do Brasil”, afirmou.

Segundo Ruan França, as crianças ficaram meio receosas ao interagir pela primeira vez com a literatura de cordel. “O cordel não tem cores, pelo fato de trabalhar apenas o preto e o branco. Ai, eu explico que isso é parte da cultura porque antes o cordel era feito com xilogravura.”

Mas segundo França, a literatura de cordel teve uma boa recepção das crianças. “Elas gostaram por se tratar da história do Brasil, por retratar os heróis brasileiros, Lampião e tudo mais. É toda uma história nova para eles”, disse ele.

Cordel comprado pela internet

Ruan França afirmou que nunca esteve na região Nordeste do Brasil e o folheto de cordel que ele chegou a conhecer, foi comprado pela internet. O material adquirido online foi, segundo ele, usado em sala de aula para os alunos produzirem o seu próprio cordel.

Uma das crianças que participaram da oficina de cordel do evento Poesias & Canções foi o pernambucano de Recife, Bernardo Aleixo, de 7 anos. Ele já conhecia a literatura de cordel. “Eu conheci o cordel em uma feira na minha escola e foi aí que eu comecei a gostar do cordel”, disse.

O pequeno Bernardo veio para o Poesias & Canções acompanhado da irmã, Letícia, e dos pais, Rafaella Macedo e Giuseppe Aleixo.

De Caruaru para Toronto

“Nascemos e vivemos com o cordel lado a lado”, disse Rafaella Macedo que tem folhetos de cordel em casa graças a uma amiga que trouxe os mesmos de Caruaru, cidade do Agreste pernambucano.

O pequeno Bernardo veio para o Poesias & Canções acompanhado da irmã, Letícia, e dos pais, Rafaella Macedo e Giuseppe Aleixo.

“A cultura do Nordeste é linda. Nós do Paraná temos a nossa cultura, mas não é tão rica quanto a do Nordeste. A gente acaba ‘roubando’ essas coisinhas lá do Nordeste para a nossa cultura também”, disse Ruan França.

Por dentro da Literatura de Cordel

 Se você ficou ainda mais curioso para saber mais sobre a Literatura de Cordel, saiba que esse tipo de arte é uma modalidade impressa de poesia, que já foi muito estigmatizada mas hoje em dia é bem aceita e respeitada, tendo, inclusive, uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos essa modalidade de literatura nem sempre foi respeitada, e já houve até quem declarasse a morte do cordel, mas ainda não foi dessa vez.

Para conhecer mais ainda sobre o cordel, faça uma visita online à Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

ablc.com.br

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