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Donald Trump e o fim do mundo

Os americanos sempre fizeram questão de dizer aos seus governantes que todos têm o direito de saber quanto estão pagando de impostos

A eleição do presidente americano em 2016 é uma lição para todos. Revela, por exemplo, que análises, pesquisas, opiniões, palpites e torcidas não ganham – necessariamente – um pleito. Mesmo sendo uma eleição nos Estados Unidos, onde as regras eleitorais permitem, vez por outra, que um candidato com menos votos ganhe a disputa.

Talvez, o mundo não acabe por conta de Donald Trump na Casa Branca. Ouso imaginar, inclusive, que a eleição de Trump traga algo de positivo para aqueles que imaginam interpretar os desejos coletivos e falar em nome de tantos.
Trump soube falar para o povo de seu país usando muita pirotecnia e chamando a atenção para si, sem qualquer pudor. Realmente, a forma não foi a mais adequada.

Mas, e o conteúdo? Ele disse que tem um monte de imigrantes ilegais por lá, disse que fábricas americanas estão sendo fechadas a todo momento, que os empregos estão sendo levados a outros países, que o governo deveria se esforçar mais para melhorar a economia. Ele mentiu?

Além disso, Donald Trump prometeu reduzir impostos. E isso fez toda a diferença… Quem mora nos Estados Unidos sabe melhor do que nós brasileiros o peso da tributação em cada produto. É histórico!

Os americanos sempre fizeram questão de dizer aos seus governantes que todos têm o direito de saber quanto estão pagando de impostos. Em linguagem clara. Sem rodeios… Aquela letra miúda nos cupons fiscais brasileiros, mostrando o valor de impostos embutidos, é mera cópia do que os americanos fazem.

Diferente de nós, os Estados Unidos entraram em guerra para conquistar a independência. Diferente de nós, os Estados Unidos pegaram em armas exigindo uma tributação menor. Diferente de nós, os Estados Unidos sabem muito bem que a administração pública não é capaz de fazer tudo por todos.

E já que o mundo ainda é mundo, mesmo depois de oito anos de Bush Jr., agora é torcer para que o presidente eleito não atrapalhe tanto a economia americana. Se a economia americana vai bem, o mundo vai bem e tende a não acabar tão rapidamente.

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