Construtora foi multada em $90 mil após pessoa morrer ao cair em buraco do elevador de canteiro de obras - Brasil News

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Construtora foi multada em $90 mil após pessoa morrer ao cair em buraco do elevador de canteiro de obras

A vítima não tinha autorização para entrar no prédio e as investigações não conseguiram

determinar como ou por que a pessoa teve acesso ao local do acidente

Uma pessoa entrou em um prédio e caiu em um poço de elevador,  sucumbindo a ferimentos. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho de Ontário informou ao BN, não foram colocados sinais no site alertando sobre o perigo, ou que a entrada não era permitida, conforme exigido por lei.  A condenação foi anunciada sexta-feria, 27 de julho.

Após a confissão de culpa, a Dominus Construction foi multada em $90 mil no tribunal de Toronto pelo juiz da Paz, Sunny Ng, e pelo Conselheiro da Coroa, Tom Schneider.
O tribunal também impôs uma multa de 25% à vítima, conforme exigido pela Lei de Ofensas Provinciais. A sobretaxa é creditada a um fundo especial do governo provincial para ajudar as vítimas do crime.

De acordo com a assessoria do Ministério do Trabalho, em 17 de maio de 2016, o Ministério do Trabalho foi notificado pelo Serviço de Polícia de Toronto de que uma pessoa havia caído em um poço de elevador em um projeto de construção localizado no 25 Queens Quay East, em Toronto. O edifício era um projeto de condomínio da Dominus Construction Corporation.
Ainda segundo a assessoria, o incidente ocorreu em uma unidade que deveria ser equipada com seu próprio elevador. O equipamento do elevador ainda não havia sido instalado no poço do mesmo.
Também foi informado que um trabalhador que instalava o piso no segundo andar da unidade ouviu um barulho vindo do lado de baixo. Ele foi investigar e ouviu uma pessoa na parte inferior do poço do elevador pedir ajuda. Serviços de emergência foram chamados.
O indivíduo caiu cerca de 15 pés abaixo do eixo e mais tarde morreu devido aos ferimentos.
A vítima não teve autorização para entrar no prédio e as investigações não conseguiram determinar como ou por que a pessoa entrou no prédio.
Segundo informações da assessoria do Ministério do Trabalho de Ontário, havia portas temporárias instaladas em três entradas para o poço do elevador, idênticas às outras portas internas da unidade: portas de madeira simples, sem alça / maçaneta ou trava. O orifício do botão foi perfurado.
“Era prática comum neste local de construção fechar as portas de acesso à unidade, mas deixá-las destrancadas enquanto os trabalhadores estavam dentro. As portas para o poço do elevador eram tipicamente mantidas na posição fechada, colocando-se um pedaço de madeira através do orifício pré-perfurado da porta e no orifício pré-perfurado do botão na moldura da porta”, segundo informou a assessoria por email ao BN.
De acordo com a assessoria, embora houvesse alguma sinalização na vedação externa no local indicando “Perigo devido à construção”, esta sinalização era insuficiente para alertar sobre o perigo do poço do elevador aberto, e não havia sinal de “PERIGO – entrada proibida” em nenhum dos portas que levam ao poço, conforme exigido pelo Regulamento 213/91 de Ontário (o Regulamento de Projetos de Construção, seção 44).
A assessoria informou ainda que, como tal, a construtora não conseguiu assegurar que a sinalização de aviso adequada estava em vigor e, portanto, violou a seção 23 (1) (a) da Lei de Saúde e Segurança Ocupacional.

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