Quando a guerra 'mata' o sonho de migrar - Brasil News
Imigração

Quando a guerra ‘mata’ o sonho de migrar

Após investir $120 mil em programa de imigração para o Canadá,

sírio morre na guerra e família agora espera que dinheiro seja devolvido

A Síria mergulhou em uma guerra civil sem precedentes desde 2011. Para fugir do pesadelo da guerra, um empresário local de 62 anos investiu pesado para emigrar para o Canadá e livrar a família do cenário caótico do país sírio. Mas o homem de negócio morreu após um bombardeio e agora a família apela para que o Canadá devolva o dinheiro. Elias Sabee havia aplicado em 2008 para o programa de investidores imigrantes oferecido pela província de Quebec.

Segundo reportagem publicada pelo jornal Toronto Star, ele investiu $120 mil em dinheiro por meio da Desjardins Trust Inc., um intermediário, e fez um empréstimo para financiar o saldo do exigido de $400 mil no total para cumprir o limiar do programa de imigração em troca de residência permanente. Mas a espera pela tão sonhada residência permanente chegou ao fim  em novembro passado, quando Sabee foi morto em um bombardeio. Ele tinha permanecido em sua casa em Aleppo com sua esposa para guardar sua propriedade depois de retirar os filhos para fora da Síria.

Agora a esposa e os três filhos –  já adultos – encontram-se como refugiados pela França e Alemanha e lutam para obter um reembolso do investimento feito no Canadá, após os funcionários da imigração rejeitaram a aplicação da família, porque o aplicante principal não está mais vivo.

O Programa de Investidores do Quebec exige que os requerentes façam um investimento financeiro na província. Os requerentes poderiam optar por fazer um depósito equivalente a $400 mil (que agora subiu foi para $1.6 milhão) ou um depósito parcial com o saldo pago por meio de financiamento com um credor aprovado em Quebec.

O programa de investidores imigrantes foi criado por Ottawa para atrair investimentos estrangeiros em troca de residência permanente no Canadá. Os requerentes devem investir um montante exigido nas empresas canadenses durante cinco anos.

Um porta-voz do Ministério da imigração de Quebec se recusou a comentar sobre o assunto. “É importante lembrar que o (o Ministério) não intervém no processo de financiamento. É um contrato privado entre o cliente e a instituição financeira de sua escolha “, disse o porta-voz em resposta a um e-mail para o jornal Toronto Star. 
“Nós apelamos que a Desjardins, a Auray ( que comprou a carteira de negócios ligadas à imigração da Desjardins Trust) e o governo canadense devolvam o dinheiro do meu tio para seus filhos como o dinheiro é legitimamente deles e eles precisam dele para viver e sobreviver”, afirmou Danielle Asaad em entrevista para o Toronto Star. Ela é sobrinha de Elias Sabee e vive em Cleveland, nos Estados Unidos, e vem ajudando a família do tio. Asaad disse que a família foi convidada pelos funcionários da imigração para dar entrada no processo Humanitário e Compaixão, mas a família não conseguiu apresentar a documentação necessária para o processo.
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